Não é de hoje que acompanhamos pela imprensa pecados cometidos por religiosos. Pedofilia e a exploração da fé são as denuncias mais comuns. Na semana passada (26/10) a polícia prendeu três suspeitos de extorquir dinheiro do padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo. Anderson Marcos Batista(25), sua esposa Conceição Eletério (44) e o comparsa Everson Guimarães (28) foram encontrados depois de uma denúncia anônima. Começava aí a peregrinação de Lancelotti. Na delegacia, Batista, ex-interno da antiga FEBEM, agora Fundação Casa, afirmou que praticou sexo com o padre durante oito anos em troca de dinheiro. A cúpula da igreja diz que tudo não passa de mentira e uma tentativa de desmoralizá-lo. Lancelotti é conhecido internacionalmente pelos trabalhos realizados, principalmente a favor dos excluídos. O que está pesando contra o sacerdote é a contradição a respeito da quantia extorquida por Batista. O padre relatou primeiramente que repassou ao suspeito cinqüenta mil reais, depois disse que foi oitenta mil e agora o valor pode chegar a cento e cinqüenta mil. Uma ex-funcionária da Pastoral teria também denunciado que viu o padre beijando um jovem, comprometendo-o no crime de corrupção de menores. A grande mídia, como quase sempre acontece, vai na base do quanto pior, melhor. O caso está sob as investigações do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP). É esperar para ver.
"A intenção de um pecado revela-se por uma prudência exagerada."( Jean-Paul Sartre )
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