segunda-feira, 23 de março de 2020

Coronavírus – A vida imita a arte



Pandemia toma conta do mundo

Em 1977, Raul Seixas profetizava: “Foi assim, no dia em todas as pessoas do planeta inteiro resolveram que ninguém ia sair de casa. Como que fosse combinado em todo o planeta, naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém. O empregado não saiu pro seu trabalho, pois sabia que o patrão também não tava lá. Dona de casa não saiu pra compra pão pois sabia que o padeiro também não tava lá. E o guarda não saiu para prender, pois sabia que o ladrão, também não tava lá. E o ladrão não saiu para roubar pois sabia que não ia ter onde gastar”. (Álbum O Dia em que a Terra Parou).



Desde o surgimento do novo coronavírus, que trouxe a chamada Covid-19, no final de 2019, na China, o mundo moderno vive uma nova realidade jamais imaginada.

Nem mesmo o médico e profeta francês Nostradamus (século XVI) famigerado pelas suas profecias macabras no mundo, poderia conceber o fechamento das fronteiras entre os países, o isolamento da raça humana, como forma de conter a propagação da doença.



E como no cinema, a vida imita a arte, em 2013, o diretor M. Night Shyamalan, trazia para as telas o filme “Depois da Terra”, protagonizado por Will Smith e seu filho Jaden. A história traz o nosso planeta como um lugar hostil e obriga seus habitantes a viverem em naves espaciais e em certos momentos em “bolhas”. O Planeta Terra eliminando os inimigos: os humanos.  O mesmo Shyamalan, em 2008, dirigiu “Fim dos Tempos” com a trama e o surgimento de estranhas e inusitadas mortes.

Ensaio sobre a Cegueira 
Nestas duas sequências, algo semelhante ocorre com a chegada da Covid-19. Estamos sendo forçados a nos trancar dentro de casa e apesar de sabermos a origem do mal, não temos ainda formas de combate-lo.

Coronavírus - COVID-19


Gene Roddenberry, lá em 1961, criava o Jornada nas Estrelas (Star Trek) com seus personagens exóticos, entre eles: Spock, almirante Kirk, Scott, Sulu. Em suas sagas contra alienígenas, utilizavam roupas especiais a fim de proteção.

Hoje, com o coronavírus, não é difícil encontrar a população com máscaras e os profissionais da vigilância sanitária, com roupas especiais (estilo astronauta).
Será que devemos construir barcas, como no filme “2012”, de Roland Emmerich (2009), para evitar a destruição da raça humana?

Livro do Êxodo 

Como no filme Titanic (1997), neste momento não existe botes para todos. Vidas vão se perdendo, especialmente os idosos, a parcela da população mais atingida. A única providência eficaz é manter as pessoas trancadas em seus lares. Escolas, igrejas, creches, parques, museus, arenas esportivas, praias, qualquer aglomeração de pessoas é proibitiva.

Filme Titanic 

Exagero a parte, o que desejamos mesmo é que essa história tenha o mesmo fim do “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles (2008), baseado no livro do português José Saramago. No enredo, uma inédita e inexplicável epidemia atinge uma certa localidade. A doença “cegueira branca” logo se explana pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços médicos oferecidos começam a falhar, as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Do mesmo modo que a doença surge, com o passar do tempo, desaparece. (fonte: AdoroCinema).



Lembramos também do longa-metragem “Êxodo: Deuses e Reis”, dirigido por Ridley Scott, em 2014, baseado no livro do Êxodo. Traz a passagem da libertação do povo de Israel, das garras e escravidão dos egípcios. Através de dez pragas, Deus convence à Faraó libertar os israelitas.  Coube ao profeta Moisés, liderar essa missão.

População começa a vivenciar a quarentena imposta pelo Governo de São Paulo - Av. Paulista




Praias totalmente vazias - proibição para combater o vírus e evitar aglomerações 

Entre as várias mensagens que a narrativa traz, uma nos parece bastante apropriada nesse momento: nem mesmo os poderosos e gananciosos estão imunes aos mistérios deste mundo. Os faraós da atualidade, sejam eles: americanos, chineses, russos, entre outros, estão sendo colocados à prova e nenhum sabe exatamente o que fazer. 

Pesquisadores buscam a vacina 

Coincidência ou não em 2016, a telona trazia "Pandemia", direção John Suits. Um vírus devastava a população e a única saída era a busca de uma vacina. Da mesma forma hoje, a corrida é contra o tempo. 





Todos correm através de seus pesquisadores atrás da vacina salvadora. Aquela que trará o mundo para a normalidade. Por enquanto o que se vê, são pessoas, algumas desesperadas, outras nem tanto.  Tudo muito desorganizado. Nas mídias sociais todos viraram especialistas, todos querem postar seus vídeos e suas argumentações sobre o problema. 




Neste emaranhado de posts, matérias, discussões e vídeos,  estão aqueles que são os propagadores do caos. Propositalmente infestam os canais de internet, com todo tipo de notícias falsas (Fake News), agindo com o aval das pessoas de bem, que por ignorância e irresponsabilidade, repassam informações não confirmadas. 




Desde a década de 70,  os ativistas do Green Peace, WWF, entre outras organizações ambientais, chamam a atenção que o Planeta Terra precisa respirar. As conferências mundiais de Escolcomo/Suécia(1972), Rio de Janeiro/Brasil(1992 e 2012), Johanesburgo/Africa do Sul(2002), não foram suficientes para convencer as potências globais, a diminuírem suas insaciáveis explorações dos nossos recursos naturais.


Quisera o destino que nos últimos meses as águas dos rios estão mais limpas, não existe sujeira nas praias e o ar está mais limpo. Quisera o destino que a doença não atinja os animais, tão menos as crianças. 

Talvez a Covid-19 venha mostrar que essa desaceleração da raça humana foi necessária. 

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