quarta-feira, 17 de outubro de 2007

PERTENCE AOS PARTIDOS 2


Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram na terça-feira que os cargos majoritários: presidente da República, governadores, prefeitos e senadores também pertencem aos partidos, portanto se eleitos não podem trocar de legenda sob risco de perder o mandato. Com esta decisão sete senadores e um governador estão ameaçados de serem cassados. Os infiéis são os senadores Expedito Júnior (AL) trocou o PPS pelo PR, Patrícia Saboya (CE) deixou o PSB e foi para o PDT, Euclydes Mello (AL) saiu do PTB indo para o PRB, Fernando Collor de Mello (AL) mudou do PRTB e foi para o PTB. Só o Democratas (DEM) perdeu três senadores: Cesar Borges (BA) foi para o PR, Romeu Tuma (SP) migrou para o PTB e Edison Lobão foi para o PMDB. O governador Blairo Maggi (MT) foi eleito pelo PPS e decidiu apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reeleição, contrariando a orientação partidária que determinava o apoio ao candidato do PSDB, Geraldo Alckimin. Antes de ser expulso migrou para o PR. Para recuperar estes cargos os partidos deverão ingressar com mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF). Tudo leva a crer que a Suprema Corte irá manter a decisão anterior (quando os partidos pediram de volta os mandatos dos deputados federais infiéis) e a regra valerá daqui em diante. A emenda que estabelece a fidelidade partidária também já passou pelo crivo do Senado por duas vezes e confirmou as decisões do TSE e STF. Para que essa nova cultura seja aplicada já nas eleições do ano que vem, a Câmara também terá que aprovar, ainda este ano e em dois turnos, a proposta da emenda constitucional. É esperar para ver.
"Porque o Senhor é bom; a sua benignidade dura para sempre,e a sua fidelidade de geração em geração" (Salmos 100:5).

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