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| Antonio Palocci |
A história mostra que a imprensa sempre teve um papel decisivo, em diversas oportunidades no cotidiano das pessoas.
Posso citar como exemplo, a denúncia do escândalo Watergate pelos jornalistas do Washington Post, nos anos 70, que culminou com a renúncia do presidente americano Richard Nixon. Na oportunidade, os repórteres descobriram uma série de operações ilegais e negociações escusas ocorridas nos bastidores da política americana.
No Brasil não é diferente. A mídia tem realizado um trabalho inquestionável, a respeito de falcatruas que acorrem, principalmente nos bastidores políticos.
De 1964 a 1985, período da Ditadura Militar no país, a imprensa pouco pode fazer tamanha eram as perseguições e repressões aos que eram contra o regime.
Os que tentavam resistir acabavam mortos. Foi o que ocorreu no dia 24/10/1975. O jornalista Vladimir Herzog morreu aos 38 anos, durante esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro), no DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações/Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo.
Em história mais recente recordamos dos escândalos do Mensalão(2005), a ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor(1992), dos anões do orçamento(1993), Renangate(2007) e tantos outros denunciados pela imprensa.
No último dia 15/05 a imprensa, mais uma vez, mostrou seu poder. A Folha de São Paulo revelou o exponencial crescimento patrimonial do chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Na terça-feira (07/06), menos de um mês da denúncia, Palocci renunciou, sem ter como provar a multiplicação de seus bens.
Em 2006, Palocci também foi forçado a deixar o governo (na época ele era o ministro da Fazenda) foi apontado como mandante da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
Neste ano, a CPI dos Bingos investigava denúncias de negócios obscuros do Governo, na chamada mansão da República de Ribeirão, localizada no Lago Sul, em Brasília. Neste local eram realizadas festas com empresários e prostitutas.
Francenildo declarou à CPI que havia notado a presença de Palocci, inúmeras vezes, no lugar.
O acadêmico Carlos Heitor Cony discorda do termo “poder” designado à imprensa: “Desde que começaram a considerar a imprensa como o quarto poder, passei a contestar a classificação, achando que a imprensa nunca é poder – eventualmente pode ser uma força, que não chega a ser um poder.”
Seja o que for: poder ou força, que os maus intencionados fiquem atentos.

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